É TUDO O QUE NÃO DEVEMOS SER

Mao Tsé-Tung


Por Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo
20/06/2020

Em tempos de contabilização de pessoas assassinadas, Rodrigo Silva, fundador do Spotniksem um thread no seu twittercita diversas fontes de informação. Em uma delas se encontra uma matéria de 2010, publicada no Independent, na qual o autor cita um estudo que afirma que Mao Tsé-Tung é o maior assassino em massa da história mundial. Mao foi o líder da revolução comunista chinesa, chefe de Estado do país por quase três décadas.  

A matéria do Independent aponta as informações de Frank Dikötter, historiador de Hong Kong, que estudou a história rural chinesa de 1958 a 1962, quando o país estava passando fome. 

O historiador comparou a tortura sistemática, a brutalidade, a fome e a morte de camponeses chineses à Segunda Guerra Mundial em sua magnitude e concluiu que pelo menos 45 milhões de pessoas morreram de fome ou foram espancadas até a morte na China nesses quatro anos; o número mundial de mortos na Segunda Guerra Mundial foi de 55 milhões.

Nomes eram denunciados clandestinamente por não apoiarem o partido, serem "capitalistas", "liberais", "pró-Ocidente", "burgueses", "direitistas", "anti-revolucionários". Havia um achincalhe público, com sessões de tortura. Era ofensivo pensar diferente do partido.

A "Revolução Cultural” durou até 1976, com a morte de Mao Tsé-Tung. Há quem fale em 1, 3 e até 20 milhões de mortos por execução ou suicídio nesse período. Mas a verdade é que não dá pra cravar nenhum número, graças à falta de transparência do governo chinês. Jiang Qing (江青), a viúva de Mao Tsé-Tung, foi condenada à morte após o fim da Revolução - e então à prisão perpétua. Ela se suicidou em 1991.

A thread completa do Rodrigo Silva em seu twitter está acessível neste link: https://eratostenesaraujo.blogspot.com/2020/06/e-tudo-o-que-nao-devemos-ser.html